MIHER ACOLHE EM MAPUTO “DIÁLOGO ENTRE A CIÊNCIA, A IMPLEMENTAÇÃO E A POLÍTICA” SOBRE DOENÇAS NÃO TRANSMISSÍVEIS E TRAUMA NA ÁFRICA AUSTRAL

DOENÇAS NÃO TRANSMISSÍVEIS E TRAUMA

O Instituto Moçambicano de Apoio à Pesquisa e Educação em Saúde (MIHER) na prossecução dos seus objectivos estratégicos, reuniu cerca de 150 personalidades ligadas a pesquisa científica sobre Doenças Não Transmissíveis e Trauma, decisores políticos e sociedade civil, para analisar e partilhar os dados e o conhecimento existentes sobre esta matéria, assim como as estratégias para a mitigação do seu impacto para as pessoas, as comunidades e sistemas nacionais de saúde ao nível da África Austral.

Procedeu a abertura oficial do encontro, a Ministra de Saúde da República de Moçambique, Dra Nazira Abdula, que destacou o papel e importância da pesquisa para o mapeamento das determinantes de saúde e a necessidade de canalização de mais recursos para a prevenção e controle de doenças não transmissíveis e trauma, como condição para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

A governante lembrou que, “estes males constituem causa de perpetuação da pobreza por afectarem desproporcionalmente as populações mais desfavorecidas, serem causa de perda significativa de dias de trabalho, e provocarem despesas avultadas nas famílias e comunidades”.

DOENÇAS NÃO TRANSMISSÍVEIS E TRAUMANeste encontro os pesquisadores de Moçambique e Malawi apresentaram os relatórios sobre as Doenças Não Transmissíveis e Trauma dos respectivos países. Moçambique, apresentou a situação das Doenças Crónicas e Não-Transmissíveis, incluindo a prevalência de factores de risco, tais como a dieta inapropriada, abuso de álcool e uso de tabaco; a frequência de traumatismos e violência, o peso de diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, distúrbios mentais e abuso de substâncias; bem como a ocorrência de doenças crónicas associadas à pobreza, desnutrição e infecções endémicas.

A Professora Ana Olga Mocumbi, Vice-Presidente do MIHER e responsável pelo programa de Doenças Crónicas e Não Transmissíveis no INS, que coordenou a produção do Relatório, em declaração à imprensa disse que estas enfermidades já são um “problema de saúde pública” o que ameaça sobremaneira a “sustentabilidade do sistema nacional de saúde”.

As doenças crónicas e não transmissíveis “crescem à medida que a esperança de vida e a urbanização aumentam e, fundamentalmente, no nosso ambiente de pobreza pela forma como nós crescemos e nos urbanizamos”.

O encontro foi organizado conjuntamente pelo MIHER e pelo Instituto Nacional de Saúde (INS), em parceria com a NCD Synergies, Partners in Health e Program in Global NCDs and Social Change da Harvard Medical School e teve lugar nos dias 11 e 12 de Junho de 2018.

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